Inês

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Está tudo bem, estamos todas juntas.

2020 Portugalia

Quero escrever para te tranquilizar. Se estás a ler isto é porque o meu processo foi o mais tranquilizante. Fui reencaminhada para o serviço nacional de saúde para a clínica dos Arcos, em Lisboa. O meu maior receio era que fossem negligentes, condescendentes, brutos. Foi uma bênção estar com profissionais de saúde tão bem formados, que não julgam, que te acalmam e não te fazem sentir menos mulher ou ser humano por isso. Porque como profissionais, e mulheres que são, percebem que nem todos os cenários são ideias para conceber um filho e nós estamos nesse direito. Inclusive a recepcionista da clínica, numa altura em que se decretou Pandemia, se esforçava para manter a calma, a simpatia, e muitas vezes as necessidades dela, para todas sermos atendidas com tempo. Escolhi cirurgia com anestesia geral. Não queria estar acordada. Sim, por medo. Apesar de tudo, é algo que vais sentir. Por mais calma e tranquila que te possam fazer sentir, os últimos momentos podem ser avassaladores. És levada para o bloco cirúrgico (se escolheres fazer como eu) e depois da parte péssima das agulhas, óbvio, e dos profissionais se certificarem que tudo está bem contigo, é uma questão de segundos até adormeceres. Embora eu tremesse como um cubo de gelatina num prato raso, fica calma, é um sono profundo e de repente acordas numa maca numa espécie de sala de recobro. Não te vou mentir... Esta sala tem mais 1/2/3 mulheres em recobro como tu, mas é isso que deves focar, como tu. Com dores (semelhantes às menstruais) que as enfermeiras tentaram apaziguar, algumas reagem à anestesia (VAI EM JEJUM COMPLETO, SEM ÁGUA INCLUSIVE), e cansadas. Depois, creio que deva ser a ação padrão pela clínica, dão-te um sumo de pacote para restabelecer as energias e um envelope com comprimidos para as dores. (quem nunca tomou medicamentos para as dores menstruais, certo?) E pouco depois poderás ir para casa. Agora importante: Descansa, recupera, dá-te tempo. Psicologica e fisicamente. Mesmo segura de que era o que queria fazer, mesmo rodeada de profissionais, e um círculo de amor em casa, isso não me impediu de sair daquelas portas e esvair-me em sangue. Sou professora, primária, sou louca por crianças, elas são a minha vida, mas sei que este momento foi o acertado e essa foi a minha força e certeza. E tu, terás que ter a tua. Força. P.s (Muito importante, na primeira consulta tive oportunidade de apresentar o meu caso fruto de negligência médica e afins e fui presenteada também com a informação surpresa de que a pílula do dia seguinte não é eficaz, e aparentemente grande parte dos casos como eu é fruto dessa falha de informação.)

Czy nielegalność twojej aborcji wpłynęła na twoje uczucia?

O aborto é legal em Portugal.

Stephanie

at just 19 years old.

Aga... ta...(?)

zastanawiam się jak to przeżycie i fakt co zrobiałam wpłynie na dalsze moje…

Ronnie

because the time just wasn't right for me.

Jay

I had a medical abortion when i was 18 years old at 5 weeks pregnant. Yes, it…

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Você não está sozinha!

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I was let down by birth control and had two abortions. During my second…

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I didn't want to do it, but it is my worst fear to bring another child into the…

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Yo he abortado 4 veces.

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La desición más difícil de mi vida