Nonaka

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A exatamente um mês atrás realizei o aborto, sou residente do Japão, apesar de ser brasileira. Aqui o aborto é permitido até o quarto mês de gravidez, o processo é simples: colocam um remedio na vagina, você sobe para um quarto, aguarda de duas a três horas para dilatação e depois é feito um tipo de curetagem com um "aspirador", o valor é de 100 mil yenes, aproximadamente 300 reais. Seria tudo simples se fosse só isso. Vou começar a desabafar:
- Minha mestruação sempre atrasava, mas dessa vez eu acordei numa manhã me sentido totalmente diferente, eu sabia que havia algo errado, levantei, fui trabalhar as 6 voltei as 6 da tarde, cheguei em casa e fui direto fazer o teste de farmácia, deu positivo, eu nunca tinha pensado em toda minha vida em fazer isso, não sou contra, mas sempre achei que estaria previnida! No momento em que vi o teste dando positivo em fração de segundos minha vida passou diante dos meus olhos, tudo que eu tinha feiro até agora, e como seria dali em diante, no Japão, a oportunidade pros brasileiros é clara: trabalhe de pião em fábrica durante no mínimo 9 horas, sem outra opçao. Eu pensei: " o que eu vou oferecer para meu filho? Vou criar ele até dois anos de idade co todas as mães fazem aqui, e depois vou largar ele na creche por no minimo nove horas pro resto da vida dele, que vida é essa? Que eu nunca poderei oferecer nada melhor pra essa crianca?" Então foi quando me passou pela cabeça o aborto. Meu namorado era o pai, conversei com ele e ele disse que me apoiaria em qualquer decisão. E minha decisao foi o aborto. Mas o pior estava por vir, eu não sei japones, eu nao queria pedir ajuda de um tradutor porque não qeria que minha mãe soubesse, eu nao sabia a quem recorrer, todos que eu tentei disseram NÃO, grande e claro.
Foi então quando eu decidi ir sozinha, com meu namorado ( que nao fala japones). Deu tudo certo, marcamos para a outra semana. Fui, fiz. demorou cerca de 8 horas, foi terrivel, aquele momento eu jamais esquecerei, é algo que carregarei comigo para o resto da vida. Nao ouve dor, tinha anestesia geral, mas eu pude sentir e ver várias coisas, enfim mulheres, eu não me arrependo do que fiz, mas digo uma coisa: eu não faria de novo se acontecesse mais uma vez. fiz o que fiz pensando no melhor. Hoje precisei vir aqui desabafar, de alguma forma. Ja que só meu namorado sabe e eu nao quero que ele se sinta mal com a nossa escolha. Um mês depois e eu me sinto livre, mas carrego comigo algo que com toda certeza não faz de mim a mesma pessoa de antes!

2013 Japão

Tranquila, sem dor, só o medo mesmo.

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